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Arquivo dos Pergaminhos

12 de julho de 2026 · por Equipe Editorial

Como os pergaminhos eram feitos — da pele do animal à página

O processo artesanal de transformar peles em superfície de escrita que durou da Antiguidade à imprensa de Gutenberg.

Ilustração de ferramentas de preparação de pergaminho

Conteúdo demonstrativo — substituir após validação das fontes.

Antes do papel chegar à Europa, o suporte nobre da escrita era a pele animal. O nome vem de Pérgamo, cidade da Ásia Menor que a tradição antiga aponta como grande centro produtor.

O processo, em resumo

  1. Escolha da pele — ovelha, cabra ou bezerro (o “velino”, mais fino e valioso, vinha de animais jovens).
  2. Banho de cal — a pele ficava dias imersa para soltar os pelos.
  3. Raspagem — com uma faca curva (lunellum), o artesão removia pelos e gordura.
  4. Tensionamento — a pele secava esticada em uma moldura, raspada de novo e de novo até ficar fina e uniforme.
  5. Acabamento — polimento com pedra-pomes e giz para a tinta não borrar.

Quanto custava um livro?

Uma bíblia grande podia exigir a pele de centenas de animais. Um livro medieval era um objeto de luxo comparável a uma casa — por isso pergaminhos eram raspados e reutilizados (veja: o que é um palimpsesto).

Papiro × pergaminho × papel

O papiro dominou a Antiguidade mediterrânea; o pergaminho venceu na Idade Média (mais durável, aceita escrita dos dois lados, dobra em cadernos); o papel — mais barato — só se impôs na Europa nos séculos XIV–XV, abrindo caminho para a imprensa.


Fontes em validação editorial — ver metodologia.

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Pergaminhos citados neste artigo

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