Período do Segundo Templo · c. 125 a.C.
Grande Rolo de Isaías
1QIsaᵃ (Manuscritos do Mar Morto)
Encontrado em 1947 numa caverna de Qumran, é o mais bem preservado dos Manuscritos do Mar Morto — um rolo de pergaminho de mais de 7 metros com o Livro de Isaías quase completo, copiado há cerca de 2.100 anos.
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Conteúdo demonstrativo — em validação editorial. Este verbete resume informações amplamente publicadas sobre o Grande Rolo de Isaías, com link para a digitalização oficial, mas ainda não passou pela checagem editorial completa descrita na nossa metodologia.
Introdução
O Grande Rolo de Isaías (1QIsaᵃ) é um rolo de pergaminho com cerca de 7,3 metros de comprimento contendo o Livro de Isaías praticamente completo, em 54 colunas de texto hebraico. Copiado por volta de 125 a.C., é o mais antigo manuscrito quase integral de um livro bíblico já encontrado — e o mais bem preservado dos Manuscritos do Mar Morto.
Contexto histórico
Em 1947, pastores beduínos encontraram jarros com rolos antigos numa caverna perto de Qumran, à beira do Mar Morto. Era a primeira das onze cavernas que revelariam centenas de manuscritos escondidos há quase dois mil anos, provavelmente pela comunidade que vivia no local. O clima extremamente seco do deserto da Judeia preservou o pergaminho de forma excepcional.
Conteúdo
As 54 colunas, escritas sobre 17 folhas de pergaminho costuradas, trazem os 66 capítulos do Livro de Isaías. O texto é mais de mil anos mais antigo que os manuscritos hebraicos medievais que serviam de base às edições da Bíblia — e, no essencial, notavelmente próximo deles, com variações que ocupam pesquisadores até hoje.
Explicação simples
Imagine descobrir uma cópia de um livro famoso mil anos mais velha que qualquer outra conhecida — e quase inteira. É isso que o Grande Rolo de Isaías representa: uma “fotografia” de como esse texto circulava mais de um século antes da era cristã.
Onde explorar o documento completo
O rolo está exposto no Santuário do Livro, no Museu de Israel, em Jerusalém. O projeto Digital Dead Sea Scrolls (parceria com o Google) publicou a digitalização integral em altíssima resolução, com navegação coluna a coluna e tradução — acesso gratuito pelo link na ficha do documento.
Curiosidades
- Os primeiros rolos foram oferecidos a um comerciante de antiguidades de Belém; parte acabou anunciada à venda num classificado do Wall Street Journal em 1954.
- As fotografias em altíssima resolução do projeto digital foram feitas por Ardon Bar-Hama com exposições de 1/4000 de segundo, para proteger o pergaminho da luz.
Referências
- The Digital Dead Sea Scrolls — Museu de Israel, Jerusalém (dss.collections.imj.org.il). Acesso em 14/07/2026.
- Israel Antiquities Authority — The Leon Levy Dead Sea Scrolls Digital Library (deadseascrolls.org.il).
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Direitos · O texto e o rolo estão em domínio público; as reproduções fotográficas fiéis exibidas aqui (fotos de Ardon Bar-Hama) circulam em domínio público via Wikimedia Commons. A digitalização interativa integral está no projeto Digital Dead Sea Scrolls, do Museu de Israel.
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